Estou Lendo: Somos mesmo todos censores? Dois ensaios por Perry Nodelman


Conheci esse livro super por acaso. Estava em busca de referências bibliográficas para a escrita do meu trabalho de finalização do curso (8 semestres depois cheguei no momento do TCC! Aleluia!). De link em link cheguei em uma publicação da Revista Emília sobre o livro: pelo título já fui fisgada e "imaginei" que o conteúdo do livro seria tanto útil para o TCC quanto interessantíssimo como leitura. 
É um pequeno grande livro que estou degustando com muita satisfação. Quando finalizar a leitura do segundo ensaio, pretendo voltar aqui para escrever mais sobre esse título.

Sobre o livro
Este livro é um pequeno tesouro, o primeiro texto – Somos todos censores, de 1992 e um clássico da bibliografia sobre o tema – é acompanhado por uma réplica inédita, do próprio autor. Trata-se de um exemplo raro de honestidade e rigor científicos, que torna os dois trabalhos uma referência a ser seguida, pois eles subvertem, em certa medida, a lógica acadêmica em vigor. Os efeitos do acirramento dos conflitos étnico-raciais e de gênero das últimas décadas, atuam sobre as convicções do escritor. À argumentação contra qualquer censura, sustentada em fins do século xx, Nodelman aponta traços seus, até então insuspeitáveis, que vão do racismo ao preconceito. Essa passagem de uma defesa abstrata da censura a um chamamento à responsabilidade comprometida dos adultos com os graves problemas sociais da contemporaneidade muda o foco e relativiza o papel dos adultos como censores. Discutir a censura remete aos aspectos mais polêmicos que dizem respeito à crítica do livro para crianças: qual o papel do politicamente correto? Qual o papel da leitura na formação dos valores dos futuros agentes sociais? Qual o fundamento da divisão dos leitores por faixas etárias? Toda seleção é uma censura? Em um mundo onde a censura retorna como protetora das tradições e da manutenção do status quo para cercear as vozes que rompem o silêncio e conquistam sua visibilidade, estas reflexões não são apenas necessárias, mas imprescindíveis.

Quem é Perry Nodelman?
De origem canadense, "Perry Nodelman estudou literatura vitoriana e foi docente do Departamento de Inglês da Universidade de Winnipeg (da qual é hoje professor emérito), no Canadá, durante quase 40 anos. Desde 1975, se dedica à literatura infantil, como estudioso e formador de professores. Entre seus livros, destacam-se Pleasures of Children’s Literature (de 1992, em coautoria com a professora Mavis Reimer), Words about pictures (de 1988), The Hidden Adult: Defining Children’s Literature (de 2008), entre outras obras. Foi editor de várias revistas e publicou diversos artigos sobre literatura para crianças e jovens."

Ficha Técnica
Título original: Are we really censors? Two essays by Perry Nodelman 
Editora: Solisluna e Instituto Emília
Páginas: 96
Ano de publicação: 2020
Tradução: Lenice Bueno
ISBN: 9786586539158

Sinopse e Biografia retiradas do site da Solisluna Editora, onde vocês podem comprar o livro: https://solisluna.com.br/products/somos-mesmo-todos-censores-perry-nodelman?_pos=2&_sid=9fa880b39&_ss=r

A menina que odiava livros, de Manjusha Pawagi e Leanne Franson

Não sei vocês, mas eu fico observando atentamente aberturas de filmes/séries e créditos finais para ver se não aparece um "baseado no romance tal", "baseado no livro tal" e sabe por quê? 
Vários filmes que assisti e gostei foram baseados em livros. 
Quando leio esssa informação, já anoto o nome do livro e autoria para saber se tem em português. 
Ao assistir o curta-metragem "A menina que odiava livros", já no ínicio somos informados de que a animação é baseada no livro homonônimo de Manjusha Pawagi e Leanne Franson. 
Em muitos casos, demoro algum tempo para ler o livro que baseou a obra audiovisual que gostei tanto, mas o momento um dia chega...  
Vejam só, assisti a animação em 2009 e só fui ler o livro em 2014: confirmando assim que adoro a história de Meena, a menina que odeia livros... E ela até tem razão para odiá-los!

Os livros só atrapalhavam sua vida, estavam espalhados por todos os cantos da casa (sala, quarto, escadas etc.), os livros não paravam de chegar em casa e a insitência dos pais de que ela deveria lê-los, deixava Meena irritada. 
Max, o gato da menina, também não gostava muito deles, pois um exemplar caíra em seu rabo e deixara-o com o formato de "guarda-chuva" (fato que descobri ao ler o livro). 
Porém, como algumas crianças e pessoas "mais velhas", ela odiava os livros sem nunca ter experimentado... Detestava por detestar. 
Até que um dia, seu gato fica preso no alto de uma pilha de livros e a pilha... desmorona!
Os livros, abertos pela primeira vez, libertam seus personagens que invadem a casa e fazem uma grande bagunça! Meena tenta de todo modo mandar os personagens de volta para os livros, até que vê que precisará fazer o que mais odeia...


Ficha Técnica
Título original: The girl who hated books
Editora: Melhoramentos
Tradutora: Adriana de Oliveira 
Páginas: 24
ISBN: 9788535903706

Assista ao curta-metragem dirigido por Jo Meuris: 

Já conhecia o livro ou o curta-metragem? 
Até a próxima postagem!